CPI da Covid: Fabio Wajngarten presta depoimento nesta quarta-feira, após falar em ineficiência do Ministério da Saúde

 Um dos principais assuntos da sessão de hoje será a demora do governo federal em assinar o contrato para a compra de vacinas da Pfizer.



O ex-secretário de Comunicação Social Fabio Wajngarten presta depoimento nesta quarta-feira na Comissão Parlamentar de Inquérito. Um dos principais assuntos da sessão de hoje será a demora do governo federal em assinar o contrato para a compra de vacinas da Pfizer. Em entrevista à Veja, o ex-secretário disse que a demora na compra dos imunizantes do laboratório ocorreu por "incompetência"e "ineficiência" da equipe de Eduardo Pazuello no Ministério da Saúde.

Segundo o ex-secretário, ele soube em setembro que a Pfizer vinha tendo dificuldades para negociar com o governo. A farmacêutica tinha enviado carta para o Ministério da Saúde em julho, com pedido de audiência. Em agosto, enviou nova correspondência, desta vez oferecendo 70 milhões de doses de vacina, mas também não houve resposta, conta ele.

"Se o contrato com a Pfizer tivesse sido assinado em setembro, outubro, as primeiras doses da vacina teriam chegado no fim do ano passado”, disse Wajngarten à Veja.

Segundo a colunista do GLOBO Malu Gaspar, Wajngarten pode apresentar uma carta de agradecimento a ele enviada pelo presidente da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo, que comandou a filial brasileira até janeiro, para provar que Pazuello teria sabotado a compra.

A sessão de hoje é também considerada central por senadores oposicionistas e independentes para a comissão avançar na investigação de dois pontos ainda inexplorados: o papel do “gabinete do ódio”, estrutura de apoio ao Palácio do Planalto nas redes sociais, na difusão de notícias falsas sobre a pandemia; e o impacto da falta de uma campanha clara de conscientização sobre os riscos do coronavírus no agravamento da doença no Brasil.

Wajngarten também será questionado ainda sobre a divulgação da propaganda “O Brasil Não Pode Parar”, no início da pandemia, ao mesmo tempo em que governadores e prefeitos restringiam a circulação para tentar brecar a proliferação do vírus. A iniciativa da Secom, depois tirada do ar, dizia que a “quase totalidade de óbitos” pelo coronavírus se deu com idosos e que, portanto, só este grupo deveria ficar isolado.

O Globo

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