Presidente de entidade empresarial diz que comércio é o mais prejudicado com pandemia, declara que recuperação é lenta e pede que setor seja ouvido

Em entrevista ao ClickPB nesta sexta (3), Josuel Gomes revelou que empresas 'quebraram', funcionários foram demitidos e que a recuperação será lenta e não ocorrerá neste ano.



O ano de 2020 será perdido para o comércio na Paraíba, segundo avalia o presidente do Programa Paraibano de Qualidade (PPQ), que reúne dezenas de empresas no estado. Em entrevista ao ClickPB nesta sexta-feira (3), Josuel Gomes revelou que muitas empresas 'quebraram', muitos funcionários foram demitidos e que, mesmo na retomada, a recuperação será lenta e não ocorrerá neste ano.
Além disso, o presidente do PPQ reclama que o setor produtivo não foi ouvido nas decisões de flexibilização e de isolamento social que restringiu o comércio e serviços. Ele considera que as decisões não devem ser somente de um sanitarista ou de um economista, mas sim, que as duas partes possam dialogar para o que for melhor para a economia e o combate ao novo coronavírus.
Josuel lembrou que, mesmo com a flexibilização, o comércio não voltará rapidamente ao nível anterior à pandemia. "Mesmo voltando, não volta para o que era antes. É um ano perdido. Muitas empresas estão fechando. A recuperação é lenta, são muitos compromissos a honrar", disse ele, destacando as dívidas dos comerciantes.
Das empresas associadas ao PPQ, há escritórios de publicidade, de contabilidade, hospitais, empresas de ônibus e lojas. De acordo com o presidente do PPQ em entrevista ao ClickPB, "o comércio é o mais prejudicado."
De Campina Grande, o presidente da Associação dos Comerciantes do Maior São João do Mundo (ACMSJM), Lucinei Cavalcanti, explicou ao ClickPB que muitos deles estão prejudicados com o adiamento de festa porque contavam com essa renda de junho para se manter o ano todo. Sorte têm os que conseguiram manter lojas em funcionamento por serem considerados dos setores essenciais como restaurantes e lanchonetes.
"Boa parte dos comerciantes do Parque do Povo tem seus comércios fora (do São João). Só que, ou estão fechados ou estão atendendo com capacidade reduzida, em sua grande maioria via delivery. Porque são do ramo de bares e restaurantes, alguns lanchonetes, que atendem com retirada no balcão ou via delivery. Alguns poucos que perfumaria, armarinho, lojas de confecções ou algo nesse sentido, é que estão fechados mesmo porque não são do grupo de serviços essenciais. Então é muito difícil a situação porque, além de não ter o reforço do São João, que para alguns é uma renda extra, para outros é a renda do ano todo, como não houve São João, está mais difícil ainda", disse Lucinei Cavalcanti ao ClickPB.
O presidente da ACMSJM lembrou que adaptações têm ajudado os comerciantes. "Em tempos de pandemia, sem o São João, a tecnologia e a criatividade é que estão dando lugar como alternativas para que os comerciantes possam ter suas rendas, sustentar suas famílias e até alavancar seu próprio negócio."
Eles também aguardam os donativos coletados em campanhas da associação e as doações das lives de São João realizadas em junho. "Diante de soluções, a gente está em campanha para ver se consegue donativos e repassa aos comerciantes para que amenize a situação de cada um."
Click Pb

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