Efeito quarentena: psicologia esportiva ajuda na “gestão emocional” e busca referências até na vivência em submarinos

Em tempos de pandemia, onde praticamente toda a humanidade sofreu algum tipo de impacto direto em sua vida, o futebol passa por sua maior parada das últimas décadas. Uma rotina totalmente diferente para todos que cercam o esporte e, principalmente, para quem o pratica. Se os danos passam pela parte financeira, física e médica dos clubes, a mente não deixaria de ser um aspecto preocupante nessa ruptura tão brusca em nosso cotidiano.


No quarto episódio da série “Efeito quarentena”, o blog agora tenta traçar a realidade e o futuro da saúde mental dos atletas em meio ao distanciamento social. Para isso, ouviu especialistas do Brasil e da Europa para entender suas realidades e preocupações neste momento.
Obviamente que qualquer profissional do futebol está sujeito a ter adversidades a ser superadas neste aspecto, mas o jogador em si acaba se vendo em uma realidade totalmente diferente. E a psicologia, como mais uma das áreas estratégicas dos clubes, tem tentado minimizar os danos.
Acostumados a viver e trabalhar de forma muito coletiva desde muito jovens e cercados de pessoas em todos os momentos, seja com muitos amigos, companheiros de trabalho ou mesmo em estádios cheios, estes atletas agora se deparam com uma convivência extremamente limitada. Alguns, longe de parentes e do próprio país, acabam vivenciando tudo isso sozinhos.
E essa preocupação vai muito além dos seus clubes propriamente, mas sim de uma maneira geral da população. Por exemplo, a OMS, além de todo trabalho contra a Covid-19 envolvendo planejamento de pesquisas e protocolos, se mostra extremamente preocupada com a saúde mental da população, inclusive já prevendo aumentos significativos de casos de depressão ao redor do mundo. A FIFA, por sua vez, também se mantém atenta a estes casos. Por conta disso, vem alertando confederações e planejando ações para minimizar danos futuros.
- Os impactos ainda são cientificamente desconhecidos, dada a novidade da situação. Mas sabemos que situações de estresse prolongado podem incidir em uma baixa da imunidade, dificuldades de concentração e ansiedade. A própria ansiedade por si só pode trazer diversas outras complicações, como dificuldade de concentração, tomada de decisão, de descanso e até conflitos com outras pessoas – explica Maurício Pinto Marques que é doutor em Psicologia do Esporte pela Universitat Autònoma de Barcelona e atualmente atende atletas do futebol em consultório.
ESPN

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