Entidade da PF pede a Bolsonaro autonomia financeira e mandato para diretor-geral

Associação também quer que presidente firme compromisso garantindo autonomia a novo diretor. Para a entidade, medidas ajudarão na 'dissipação de dúvidas' sobre as intenções de Bolsonaro.

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) encaminhou neste domingo (26) uma carta pública ao presidente Jair Bolsonaro, na qual a entidade pede autonomia financeira para a PF e o estabelecimento de um mandato para o diretor-geral da instituição.

A associação também solicita que Bolsonaro firme um compromisso público dizendo que o novo diretor-geral terá "total autonomia" para formar equipe, sem obrigações de repassar informações ao governo federal e abrir ou intervir em investigações conforme interesses políticos.

De acordo com a entidade, a adoção das medidas contribuirá para a "dissipação de dúvidas" sobre as intenções de Bolsonaro em relação à Polícia Federal.
Ingerências sobre o comando da PF motivaram o pedido de demissão do ex-ministro da Justiça Sergio Moro, na última sexta-feira (24). Depois de um ano e quatro meses, Moro deixou a pasta e disse que o presidente Jair Bolsonaro tentava interferir politicamente na PF, órgão ligado ao Ministério da Justiça.
Na sexta-feira, Moro exibiu à TV Globo reprodução de conversa que teve com Bolsonaro, na qual o presidente sugere troca no comando da PF em razão de investigações que envolvem aliados do chefe do Executivo.
Após Moro pedir demissão do Ministério da Justiça, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou que a Polícia Federal mantenha, em seus postos, os delegados que investigam possível esquema ilícito de divulgação de fake news e financiamento de pautas antidemocráticas.
Procurada pela TV Globo, a assessoria do Palácio do Planalto disse que não comentará a carta da ADPF.

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